Num cenário em que os preços das casas continuam em alta, o custo do financiamento bancário tem vindo a aliviar, criando uma janela de oportunidade para as famílias portuguesas que procuram as melhores condições para avançar com a compra de imóveis.
De acordo com os últimos dados divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE), a taxa de juro média para novos empréstimos imobiliários na Zona Euro fixou-se em 3,43% em abril. No entanto, em Portugal, as taxas para novos contratos não ultrapassaram os 2,85%.
Esta média coloca o mercado português numa posição altamente competitiva face aos seus parceiros europeus. Na verdade, apenas três países registaram juros mais baixos: Malta (2,08%), a recém-chegada Bulgária (2,45%) e Espanha (2,8%).
Por outro lado, quando olhamos para as maiores economias europeias, a realidade é bem mais pesada para as famílias. Em França, as taxas fixaram-se nos 3,11%, em Itália nos 3,47% e, na Alemanha, os novos contratos estão a ser fechados nos 3,84%.
Apesar de a média dos novos contratos ser muito atrativa, o mercado continua dinâmico. As taxas Euribor, que servem de referência aos créditos com taxa variável, registaram recentemente ligeiras subidas, com a taxa a 6 meses (a mais comum em Portugal) a fixar-se nos 2,607%.
Este cenário de volatilidade na taxa variável, aliado à forte concorrência entre os bancos a operar em Portugal, ajuda a explicar o valor médio tão baixo nos novos empréstimos (2,85%). As instituições financeiras portuguesas têm lançado campanhas muito agressivas de taxa mista e taxa fixa inferior à variável, oferecendo proteção inicial contra oscilações da Euribor.
Embora os juros do crédito estejam atrativos, o Banco de Portugal deixa um aviso claro no seu mais recente Boletim Económico sobre a evolução do mercado.
Entre 2017 e 2025, o valor mediano de venda das casas em Portugal disparou cerca de 120%. A pressão sente-se sobretudo nas grandes zonas urbanas, com municípios como Sintra, Seixal, Barreiro, Moita e Setúbal a registarem valorizações superiores a 200% nestes últimos 8 anos. O mercado de arrendamento acompanhou a tendência, com os valores a mais do que duplicarem em várias dezenas de concelhos.
Ainda assim, o mercado continua ativo. Segundo o regulador, os portugueses mantêm uma "perceção generalizada de que o momento atual é favorável ao investimento na habitação", esperando uma valorização dos imóveis muito superior à média da Zona Euro para 2026. Além disso, as recentes medidas de apoio, como a Garantia Pública do Estado para jovens que termina no final deste ano, injetaram ainda mais dinâmica nos novos contratos de crédito à habitação.
Com os juros mais baixos do que em 2023 ou 2024, mas com os preços das casas mais altos, a escolha do crédito habitação certo nunca foi tão determinante. Uma diferença de apenas 0,5% na taxa de juro pode representar dezenas de milhares de euros de poupança no final de um contrato a 30 ou 40 anos.
Se quer beneficiar destas taxas historicamente favoráveis face à Zona Euro, não deve limitar a sua procura apenas ao seu banco habitual.
O Poupança no Minuto analisa todo o mercado por si. Os nossos intermediários de crédito tratam de toda a burocracia, negoceiam com vários bancos e encontram a taxa mais baixa (fixa, mista ou variável) de acordo com o seu perfil.
O melhor de tudo? O nosso serviço é 100% gratuito e focado em aprovar o seu financiamento com rapidez. Não perca a oportunidade de fixar uma prestação mais baixa:
Artigos Relacionados
O que deve fazer antes de comprar casa?
3 min
FINE: Saiba como analisar uma proposta de crédito
5 min
Taxa de esforço: O que é este conceito e como se calcula?
9 min
Procura de casa para comprar: Por onde começar?
6 min
Quer poupar com créditos e seguros?
Subscreva a nossa newsletter e não perca nenhum conteúdo. Aprenda a ter uma vida financeira mais saudável.
Fale agora com um agente
Quer saber mais? Fale com um dos nossos agentes para esclarecer qualquer dúvida e descobrir a solução perfeita para si.
Chamada para rede fixa nacional | Segunda a sexta, das 9h às 19h.